Marketplace: O que é, exemplos e como criar um marketplace

Por: Carol Kuviatkoski . Publicado em:12/03/2020

Marketplace

Guia completo sobre marketplace

O marketplace é um tipo de negócio que gerou grandes mudanças no mercado digital. Esse modelo conecta oferta e demanda em uma plataforma online, gerando benefícios tanto aos empreendedores quanto aos clientes. As startups de maior sucesso na atualidade, como Uber, Apple e Airbnb, utilizam esse tipo de plataforma. 

Neste guia completo sobre marketplaces, você vai saber de uma vez por todas o que é e como funciona esse modelo. Além disso, vamos te explicar todos os fatores para você criar um marketplace de sucesso.

Sumário

  1. O que é Marketplace
  2. Diferença entre Marketplace e E-commerce
  3. Como funciona um Marketplace
  4. Mercado de Marketplace no Mundo e Marketplaces no Brasil
  5. Marketplaces de Serviços e Marketplace B2B para Empresas
  6. Exemplos de Marketplace
  7. Como definir um Nicho de Mercado para o Marketplace
  8. Modelos de Receita no Marketplace
  9. Modelo de Negócio para Marketplace
  10. Rentabilidade de um Marketplace de Nicho
  11. Split de Pagamento e Nota Fiscal no Marketplace
  12. Como prospectar vendedores e prestadores de serviços no Marketplace
  13. 7 Estratégias de Marketing para atrair clientes para um Marketplace
  14. Contratar um Programador Marketplace x Plataforma Pronta de Marketplace
  15. Como escolher a melhor Plataforma de Marketplace
  16. Métricas de Marketplace
  17. Conclusão

O que é Marketplace

O marketplace é uma plataforma que conecta oferta e demanda de produtos ou serviços. Ou seja, ela reúne vendedores ou prestadores de serviço em um só ambiente online. Resumindo, um marketplace funciona como um shopping virtual.

Dessa forma, as vantagens desse modelo de negócio atingem todos os envolvidos. Os clientes podem comparar os orçamentos e avaliações de vários profissionais. Já os vendedores e prestadores de serviço podem divulgar seu trabalho nesta “vitrine online” e conquistar mais clientes. Por fim, quem é dono do marketplace consegue intermediar negócios e lucrar com as conexões estabelecidas. 

Além disso, o(a) administrador(a) de um marketplace não precisa se preocupar com fabricação, estoque ou entregas. Isso porque essas são responsabilidades dos fornecedores da plataforma. Afinal, a função desse empreendedor é gerenciar o negócio, e atrair fornecedores e clientes para a plataforma. Para isso, é possível utilizar técnicas de marketing digital, por exemplo. 

Por tudo isso, o marketplace é um tipo de negócio inovador que revolucionou o e-commerce. Assim, as compras online ficaram muito mais fáceis, práticas e eficientes. 

Quer tirar suas dúvidas sobre o que é um marketplace? Confira o vídeo abaixo.

Diferença entre Marketplace e E-commerce

Um e-commerce é uma loja virtual que oferece produtos ou serviços de apenas um fornecedor ou empresa, pois trabalha com um estoque próprio. Ao contrário, um marketplace é um shopping virtual que oferece várias opções de vendedores ou prestadores de serviço. Por exemplo, o Mercado Livre e o Enjoei são marketplaces com produtos de diferentes lojas. 

No e-commerce, o empreendedor precisa cuidar do estoque e da logística, pois está oferecendo seus próprios produtos ou serviços. Já no marketplace, não é necessário que o dono se preocupe com essas atividades. Isso porque ele estará ofertando produtos e serviços de outras empresas em um só canal. 

Dessa forma, o alcance e o potencial de crescimento de um marketplace são muito maiores. Nele, é possível criar uma grande rede de fornecedores, enquanto no e-commerce você se limita à sua própria capacidade de produção e atendimento.

Como funciona um Marketplace

O marketplace possui três tipos de acesso. Primeiro, os vendedores ou profissionais têm um acesso na plataforma para poder cadastrar seus produtos ou serviços. Além disso, o administrador do marketplace possui um acesso que permite gerenciar todos os vendedores. Por último, os clientes conseguem acessar o marketplace para fazer compras e contratar serviços. 

Geralmente, o gestor ou dono do marketplace cobra uma comissão dos vendedores, por cada negócio fechado. Outra opção é cobrar uma mensalidade fixa dos fornecedores. 

Enquanto isso, os clientes podem acessar a plataforma gratuitamente, comparar as ofertas, solicitar orçamentos e enviar avaliações dos profissionais. Ainda, para os consumidores o funcionamento é bem simples, pois é como navegar por um e-commerce tradicional.

Mercado de Marketplace no Mundo e Marketplaces no Brasil

O mercado de marketplace está em plena expansão. Na China e nos Estados Unidos, este tipo de negócio dominou a maioria das compras e contratação de serviços online.

E, o cenário brasileiro não é diferente. Nos últimos anos, grandes varejistas aderiram a este modelo e ampliaram seu faturamento. Magazine Luiza e Americanas são alguns exemplos do movimento. 

Além do sucesso na venda de produtos, os marketplaces focados em serviços também expandiram significativamente. Os casos de gigantes como Uber, Airbnb e iFood mostram que esse modelo veio para ficar, e caiu no gosto do público. 

Atualmente, 90% do faturamento do varejo online na China vem dos marketplaces. Já nos EUA, esse segmento corresponde a 33% (Fonte: Channel Advisor).

Quanto ao faturamento, o crescimento do mercado deve dobrar até 2022, passando de US$ 19 a US$ 40 bilhões (Fonte: Juniper Research).

No Brasil, o mercado de marketplace cresceu 90,7% de 2017 a 2018, conforme pesquisa da Precifica. 

Diante disso, ainda há muito espaço no mercado para quem quer criar um marketplace, principalmente para explorar nichos diferenciados. Nesse sentido, 71% são cadastrados em apenas um marketplace. Ou seja, existe potencial para que esses lojistas participem de diferentes plataformas e conquistem mais clientes.

E, a opinião do público somente reforça o sucesso desse modelo de negócio. Entre os brasileiros que compram online, 95% usa marketplaces, de acordo com pesquisa da PwC e UPS.

Marketplaces de Serviços e Marketplace B2B para Empresas

Quando falamos de marketplace, é comum que as pessoas pensem na venda de produtos. Mas, existem muitas outras possibilidades. Dois exemplos interessantes são: o marketplace de serviços e o marketplace B2B para empresas. Esses dois são considerados um oceano azul, ou seja, mercados nos quais há pouca concorrência e boa oportunidade de expansão. 

A maioria das empresas brasileiras são do setor de serviços. Porém, são poucos os profissionais desse ramo que investem em divulgação online de forma efetiva. Desse modo, criar um marketplace para reunir prestadores de um serviço específico pode ser muito rentável. 

Saiba mais sobre os marketplaces de serviços no vídeo abaixo: 

Ainda, o marketplace B2B, que significa bussiness to bussiness, é outra opção vantajosa. Nesse modelo, o empreendedor faz a intermediação de negócios entre empresas, sem envolver o consumidor final.

Assim como o segmento de serviços, o ramo B2B ainda é pouco explorado na internet. Um marketplace nessa área pode ser muito promissor, já que as empresas geralmente possuem um orçamento maior para gastar do que pessoas físicas, o que significa um ticket médio mais alto, e melhor rentabilidade do marketplace.

Exemplos de Marketplace

As startups de maior sucesso no mundo hoje são marketplaces, ou usam de alguma forma esse modelo. Alguns exemplos famosos são a Amazon, Apple e Uber. 

Abaixo, separamos exemplos emblemáticos de diferentes tipos de marketplace para você se inspirar.

1. Amazon: Marketplace de Produtos Físicos

A Amazon é um marketplace mais tradicional, focado na venda de produtos físicos. No início, a empresa vendia seus próprios livros, CDs e DVDs online. Mas, com o aumento da demanda, o negócio reagiu à oportunidade e se tornou um dos mais conhecidos marketplaces do mundo. 

Outros exemplos de marketplaces de produtos físicos são o Mercado Livre e o Enjoei. 

2. Uber: Marketplace de Serviços

O Uber é um marketplace de serviços, que conecta motoristas com passageiros. A solicitação é feita de forma simples e rápida via aplicativo. Além disso, a empresa cobra uma comissão de 25% sobre as transações.

Aliás, a Uber também expandiu sua atuação para outras áreas, lançando a Uber Eats, que é um delivery. Os marketplaces Rappi e iFood também são casos de sucesso neste segmento.

3. Airbnb: Marketplace de Aluguel

Outro tipo de marketplace envolve o aluguel de espaços ou objetos. Um exemplo desse modelo é o Airbnb, pelo qual hóspedes oferecem quartos para viajantes. 

Para monetizar o negócio, a empresa cobra uma comissão em cima das transações. Hoje, o Airbnb é o maior marketplace de aluguel do mundo. O grande diferencial do empreendimento foi utilizar a economia compartilhada de forma simples e eficiente. 

4. Doctoralia e SuperProf: Marketplace de Agendamento

O marketplace de agendamento é muito adequado para profissionais como médicos, dentistas, psicólogos, terapeutas e professores particulares. Ou seja, serviços que envolvem o agendamento de horários. 

Por exemplo, o Doctoralia é uma plataforma que auxilia a divulgação de médicos e outros profissionais de saúde. O marketplace permite a exibição dos perfis profissionais, e a solicitação de consultas.

De forma semelhante, o SuperProf trabalha com o nicho de professores particulares. Nesses negócios, a praticidade é um bom atrativo para os clientes.

5. Apple Store: Marketplace de Produtos Digitais

Você pode não ter se dado conta, mas um marketplace também pode vender produtos digitais. Por exemplo, a Apple Store conecta desenvolvedores de aplicativos com os usuários do iPhone.

A vantagem é que, em vez da Apple contratar uma equipe de desenvolvimento própria, ela conta com milhares de desenvolvedores disponíveis.

Como definir um Nicho de Mercado para o Marketplace

Muitos empreendedores, ao abrir um marketplace, desejam oferecer uma enorme variedade de produtos ou serviços. Mas, a melhor maneira de ter um marketplace de sucesso é definir um nicho de mercado

Afinal, existem marketplaces consolidados no mercado que vendem produtos variados. Por exemplo, o Mercado Livre. Então, se você criar outro negócio com essa mesma proposta, certamente enfrentará uma grande concorrência. 

Mas, se você escolher um nicho específico e atendê-lo com qualidade, o seu marketplace terá maiores chances de sucesso. O nicho de mercado é um recorte na área de atuação. Por exemplo, uma área de atuação pode ser manutenção, enquanto um nicho é serviços de encanamento para pessoas que moram em condomínios. 

Um dos benefícios de escolher um nicho de mercado é o ganho de eficiência nas campanhas de marketing para atrair clientes e fornecedores. Além disso, a operação e o atendimento são facilitados, pois o empreendedor precisa lidar com somente um perfil de cliente. Tudo isso contribui para o empreendimento reduzir custos e ter mais sucesso. 

Para decidir o seu nicho de mercado, uma dica é pensar em mercados nos quais você já tem alguma experiência. Também, é importante considerar setores que tenham uma boa frequência de compra e um ticket médio razoável. Outra dica é identificar tendências e necessidades que não estão sendo supridas pelo mercado. Para isso, uma alternativa é usar ferramentas como o Google Keyword Planner e até notícias em veículos de comunicação. 

Modelos de Receita no Marketplace

O modelo de receita do seu marketplace é a forma como você monetiza, ou seja, recebe dinheiro com o negócio. 

A escolha dele é muito importante para o seu funcionamento. Abaixo, você pode ver as características dos quatro principais modelos de receita para marketplaces:

1 Modelo de Receita por Comissão na Transação

Esse modelo de monetização é um dos mais comuns em marketplaces. Nele, parte do valor de uma transação (seja a compra de um produto ou serviço) é direcionada ao dono do marketplace. Já o restante do valor vai para o vendedor ou prestador de serviço que fechou o negócio.

Normalmente, o valor da comissão em um marketplace de produtos fica entre 10% e 20%. E, nos marketplaces de serviços, geralmente a comissão é de 15% a 25%. 

Esse modelo de receita é útil para uma um funcionamento simples, rápido e online. Alguns exemplos de negócios que usam comissão na transação são o Uber e a Amazon.

2 Modelo de Receita por Mensalidade cobrada dos Vendedores

Neste modelo, o vendedor ou prestador de serviço paga uma mensalidade ao dono da plataforma. 

Geralmente, a mensalidade é usada em marketplaces cujo foco é garantir visibilidade e fazer ações de marketing para os profissionais cadastrados. Por exemplo, podem ser oferecidos envios de e-mail marketing ou banners na página inicial do site.

Esse é o caso do Doctoralia, uma plataforma que conecta médicos e pacientes.

3 Modelo de Receita pela Venda de Leads

No modelo de venda de leads, um vendedor/prestador de serviços paga por um pacote de créditos. Dessa maneira, tal pacote equivale à quantidade de leads (contato com potenciais clientes) desejada pelo vendedor.

Depois de comprar os créditos de leads, o dono do marketplace disponibiliza os dados dos potenciais clientes para o vendedor. Assim, ele pode entrar em contato e tentar fechar negócio. O marketplace GetNinjas é um caso que usa esse modelo de receita.

4 Modelo de Receita por Comissão e Mensalidade

Por último, existe a possibilidade de combinar dois modelos: o de comissão com o de mensalidade. Nesse caso, é importante definir um valor justo, pois a cobrança de duas taxas pode gerar um valor muito alto para os fornecedores.

Com essa combinação, o administrador do marketplace poderá prever um lucro mensal, por meio das assinaturas. Da mesma forma, o modelo pode ser vantajoso para os vendedores. Isso porque eles terão parte do dinheiro descontado diretamente da venda. E, vão pagar uma comissão mais acessível do que o usual, para ter acesso à benefícios extras de marketing.

Modelo de Negócios para Marketplace

O modelo de negócios envolve a definição de vários aspectos de um marketplace. Entre eles, o modelo de receita, o público-alvo, a proposta de valor, etc. 

De forma geral, há quatro opções de modelos de negócio para a sua plataforma:

1 Marketplace de Serviços por Orçamento

Esse modelo de negócio é ideal para produtos ou serviços que têm uma venda complexa. Isto é, quando há a negociação de um orçamento antes do fechamento do negócio. Por exemplo, serviços de manutenção, como encanamento ou pintura, geralmente usam tal modelo de negócio.

2 Marketplace de Produtos por Orçamento

Nesse caso, o modelo também envolve orçamento e negociação, mas referente a produtos. 

Um exemplo disso são marketplaces B2B, que buscam fornecedores para empresas. Normalmente, há uma reunião ou ligação para definir quantidade ou negociar valores e prazos, e por isso o fluxo do negócio é focado na cotação. 

2 Marketplace de Serviços por Agendamento

O modelo de serviços por agendamento é bastante comum em profissionais como professores particulares, médicos, psicólogos, personal trainers, cabeleireiros, etc. Ou seja, serviços que exigem um agendamento prévio. 

3 Marketplace de Aluguel de Espaços ou Produtos

Já o modelo de aluguel é ideal para o compartilhamento de espaços ou produtos. Assim, é possível realizar, via marketplace, o aluguel de locais para eventos. Ou então, a locação de roupas para festas ou equipamentos de escritório, por exemplo. 

4 Marketplace de Produtos

Esse modelo de negócio é bastante conhecido entre os empreendedores. Trata-se da intermediação da venda de produtos, como ocorre na Magazine Luiza ou Mercado Livre. 

Mas, justamente por ser muito famoso, esse tipo de marketplace tem bastante concorrência, principalmente se for B2C ou C2C. Em contrapartida, o nicho de produtos B2B é uma boa oportunidade a ser explorada. Isso porque há muitas empresas que desejam facilitar a compra de produtos e contratação de serviços de forma online. 

Por fim, para facilitar o processo de escolher e organizar o seu modelo de negócio, temos um canvas de marketplace exclusivo. Com essa ferramenta, você pode visualizar seu modelo de maneira sucinta e simplificada. 

Rentabilidade de um Marketplace de Nicho

Para lançar um marketplace, é fundamental analisar se ele é viável e rentável.

Assim, vários fatores devem ser avaliados. O primeiro deles, como já falamos é o nicho de mercado. De nada adianta ter uma boa ideia, se o nicho não tiver uma boa demanda.

Mais um fator relevante é a taxa de conversão. Ou seja, quantas das visitas na sua plataforma se tornam conversões em vendas. Em marketplaces de nicho, a taxa de conversão é dez vezes mais alta que a média do mercado. Esse é mais um motivo para você definir um público específico para o seu negócio. 

O ticket médio também é um ponto importante para saber a rentabilidade do marketplace. Trata-se do valor médio que cada cliente gasta no seu empreendimento. Para se ter uma ideia, marketplaces de produtos B2C e C2C geralmente possuem esse valor entre R$50 e R$100. Já marketplaces B2B normalmente apresentam ticket médio acima de R$150. Por fim, marketplaces de serviços (seja B2B ou B2C) têm uma média acima de R$200.

Resumindo, para saber a rentabilidade do seu marketplace, você deve considerar esses três fatores acima. Então, coloque as perspectivas em uma linha do tempo, estimando o seu potencial de receita mês a mês.

Split de Pagamento e Nota Fiscal no Marketplace

Um aspecto essencial em qualquer marketplace diz respeito ao pagamento. Nesse contexto, o split de pagamento ou split payment, é uma ferramenta bastante útil, principalmente para plataformas que cobram comissão.

O split serve para dividir os pagamentos na plataforma. Assim, automaticamente é feito o repasse da comissão para o administrador da plataforma, e o restante do valor do produto ou serviço para os fornecedores. 

Com essa funcionalidade, os empreendedores do marketplace evitam a chamada bitributação. Inclusive, esta é uma lei do Banco Central. Portanto, é imprescindível que uma plataforma de marketplace tenha um split de pagamento configurado. Além de atender à lei, essa ferramenta facilita e agiliza a gestão financeira do negócio. 

A nota fiscal é outro assunto que gera muitas dúvidas em quem vai abrir um marketplace. É importante ressaltar que a plataforma intermedia negócios entre duas partes, que são os clientes e os fornecedores. Portanto, a nota fiscal deve ser de prestação de serviços de intermediação de negócios. Logo, o CNAE de marketplace correto para a emissão é o 74.90-1-04.

A partir disso, é possível gerar uma nota fiscal referente a cada transação intermediada. Ou então, gerar várias notas dentro de um período de tempo, como um mês, por exemplo.

Como prospectar vendedores e prestadores de serviços no Marketplace

Um dos primeiros passos para criar um marketplace é atrair vendedores ou prestadores de serviço para participarem da plataforma. Essa é uma etapa essencial, pois são esses fornecedores que vão garantir a oferta, variedade e o crescimento do marketplace. 

Para isso, você deve definir a persona dos vendedores ou prestadores de serviço. Ou seja, definir as características do seu fornecedor ideal. Dessa forma, fica mais fácil definir o seu canal de aquisição. Isto é, definir o local, seja online ou offline, no qual você irá conseguir encontrar e prospectar os vendedores. 

Ainda, é importante definir o seu discurso ou pitch de vendas. Tenha em mente que a abordagem deve ser objetiva, assertiva e planejada. Afinal, você precisa evidenciar para o seu prospect todas as vantagens dele fazer parte do seu marketplace. 

Considerando tudo isso, o próximo passo é colocar as estratégias em prática, tendo metas e prazos delimitados e realistas.

7 Estratégias de Marketing para atrair clientes para um Marketplace

Além da atração de oferta para o marketplace, outro ponto fundamental é conquistar clientes. Existem muitas estratégias de marketing que podem ser utilizadas para atingir este objetivo. Abaixo, separamos as 7 principais para você ter sucesso na sua plataforma. 

1. Networking

Um dos principais canais de aquisição de usuário, mas que muitas vezes é ignorado pelos empreendedores é o networking. Assim, você pode usar a sua própria rede de contatos para atrair os seus primeiros clientes.

Existem muitos canais para fazer networking, como Facebook, Whatsapp, Gmail, família, amigos, associações comerciais e SEBRAE. O ideal é preparar um pitch de vendas para apresentar aos contatos, ou então criar um texto e uma arte sobre o seu negócio.

2. Indicação de clientes

Outra estratégia muito eficaz é a indicação. Por isso, quando você tiver um cliente satisfeito, peça para ele indicar outros potenciais consumidores. Por exemplo, use a estratégia “pé de galinha”. Ela consiste em pedir para cada cliente recomendar outras 3 pessoas possivelmente interessadas, que tenham um perfil semelhante ao dela.

3. Eventos

A participação em eventos também pode ser um bom canal de atração de clientela. Nesse sentido, você pode dar palestras, para demonstrar autoridade no seu nicho de mercado. Além disso, é possível criar seu próprio evento. Nessa ação, uma boa estratégia é contar com um parceiro (influencer, empresa, etc.) que já seja reconhecido no seu mercado. 

4. SEO e Marketing de Conteúdo (Inbound)

Basicamente, SEO é a capacidade da sua plataforma aparecer nas primeiras posições da busca do Google. Afinal, atualmente esta é uma das principais fontes de pesquisa no mundo, e tem grande potencial de aquisição de clientes, se você definir uma estratégia eficiente. Você pode, por exemplo, criar um blog, definir suas palavras-chave e converter leads por meio de landing pages. 

5. Email marketing

O e-mail pode parecer um canal antiquado, mas na verdade ele pode trazer grandes resultados. Ao contrário de outros meios, o e-mail oferece uma comunicação mais direcionada e assertiva. Portanto, faça uma lista de contatos e use ferramentas de envio de e-mail marketing, como MailChimp, que tem planos gratuitos.

6. Redes sociais 

Ainda, as redes sociais são uma forma de divulgação muito usada por empreendedores. Porém, fique atento para utilizá-las de modo adequado e que realmente traga retorno ao seu marketplace. 

Por isso, mensure dados como a quantidade de cliques e a conversão deles em vendas. O Google Analytics é uma ferramenta que pode te auxiliar nessa tarefa. Afinal, de nada adianta se basear apenas no número de curtidas ou comentários. O importante mesmo é que as redes sociais gerem vendas na sua plataforma. 

7. Mídia Paga (Google Adwords e Facebook/Instagram Ads)

Por fim, investir em mídia paga é uma estratégia com muito potencial de retorno. Por exemplo, você pode criar anúncios no Google Ads ou Facebook/Instagram Ads. Mas, é essencial pensar sobre quais são as palavras-chave relevantes para o seu negócio, e que possuem uma grande quantidade de buscas/alcance.

Uma dica é começar investindo pouco, para conhecer e testar as ferramentas. Um valor entre R$100 e R$300 reais por mês já é suficiente. Para cada valor investido, você precisa analisar quantos cliques são gerados, e quantos deles se tornam clientes ou cadastros.

E se você quer saber tudo sobre as melhores estratégias de marketing para marketplace, assista o vídeo abaixo.

Contratar um Programador Marketplace x Plataforma Pronta de Marketplace

Depois de todas essas ações, uma decisão muito importante é saber quem vai criar o seu marketplace. Nessa etapa, existem duas opções principais: contratar um programador de marketplace para desenvolver a plataforma do zero, ou optar por uma plataforma de marketplace pronta. 

A grande vantagem de criar uma plataforma de marketplace do zero é o alto grau de customização que isso permite. Contudo, há algumas desvantagens. A primeira delas é que é bastante complicado gerenciar e avaliar um programador, caso você não tenha conhecimento técnico nessa área. 

Ainda, o custo para contratar esse tipo de profissional geralmente é elevado. Se o programador realmente tiver conhecimento, o investimento pode variar entre R$50 mil e R$100 mil reais. E, o valor pode ser ainda mais alto, se desejar também um aplicativo para o seu negócio.

Outra desvantagem é o tempo de criação da plataforma do zero, que envolve o período de testes, a correção de bugs, etc. Assim, o tempo médio para a finalização do seu marketplace é de seis meses a um ano. 

Mas, em vez de contratar um programador, uma possibilidade é contratar uma plataforma pronta. Existem empresas especializadas nisso, como o Ideia no Ar. O melhor é que essas empresas já possuem o código da plataforma totalmente pronto, já testaram todas as funcionalidades e já operam com vários clientes. 

Resumindo, o empreendedor só precisa customizar a plataforma e deixar claro quais funcionalidades deseja. Diante disso, ele não vai se preocupar com a parte técnica da programação, e sim apenas com a gestão do marketplace.

Além disso, o tempo de implantação é muito mais rápido com uma plataforma de marketplace pronta, levando cerca de 30 dias. O custo de aquisição ou aluguel também é muito mais acessível do que a contratação de um programador.

Como escolher a melhor Plataforma de Marketplace

Existem algumas plataformas prontas de marketplace disponíveis no mercado. E, para facilitar a sua decisão, vamos te explicar quais fatores você deve considerar na hora da escolha. 

Primeiramente, é necessário saber qual tipo de marketplace você pretende lançar. Ou seja, se ele será B2B (business to business), B2C (business to consumer) ou C2C (consumer to consumer). Ter isso definido te ajudará a orientar seu olhar para avaliar qual plataforma é mais adequada para o seu modelo. Isto é, fique atento à especialidade da empresa que você deseja contratar.

Mais um elemento importante para a escolha são as funcionalidades da plataforma. Ao contratar uma empresa, avalie se o modelo de marketplace dela têm as funções que você precisa. Ainda, confira se eles oferecem atualizações constantes e espaço para sugestões dos clientes.

A qualidade do suporte e do atendimento também são aspectos cruciais para lançar o seu marketplace. Afinal, de nada adianta a plataforma ser completa, caso a empresa não ofereça um apoio próximo e especializado para você. 

Além disso, outro ponto relevante é o grau de personalização e customização do marketplace. Mesmo que seja uma plataforma pronta, é preciso que ela ofereça possibilidades de pequenas mudanças e adequações de acordo com o seu negócio. 

Por fim, avalie bem os planos e preços da empresa. O Ideia no Ar, por exemplo, permite duas possibilidades. O empreendedor pode alugar a plataforma, pagando um valor mensal e recebendo suporte especializado. Ou então, é possível comprar a plataforma, e obter o código fonte. Assim, um programador contratado pelo empreendedor pode continuar desenvolvendo funcionalidades específicas conforme o seu nicho de mercado. 

Métricas de Marketplace

Qualquer negócio, inclusive um marketplace, precisa ter um acompanhamento constante das métricas. Isso é fundamental para a tomada de decisões mais assertivas.

Basicamente, há quatro tipos principais de métricas para marketplace: Métricas de Uso, Métricas de Transação, Métricas de Negócios e Métricas de Satisfação.

Mas, no início do seu negócio, não é necessário acompanhar todas. Primeiro, foque naquela que é mais relevante para o seu marketplace.

1. Métricas de uso

Essas são métricas facilmente obtidas no Google Analytics, e também no Hotjar. As primordiais são:

MAU (Monthly Active Users) ou Usuários Ativos no Mês: quantos usuários únicos acessaram sua plataforma. 

Bounce Rate (Taxa de Rejeição): quantidade de usuários que acessam a página e saem sem navegar, ou seja, não clicam em outras páginas ou links do seu marketplace.

Tempo gasto no site: tempo que os usuários permanecem no seu site durante uma visita.

2. Métricas de transação

Essas métricas podem ser conferidas na base de dados da sua plataforma. São elas: 

Liquidez (ou Taxa de Conversão): a média de conversão dos seus visitantes em clientes. 

Proporção de Fornecedor para Consumidor: relação de equilíbrio entre a quantidade de fornecedores e a quantidade de clientes. Ou seja, são quantos clientes um fornecedor pode atender. 

Proporção de Compra Recorrente: quantidade de vezes que um consumidor comprou novamente na sua plataforma. 

3. Métricas de Negócios

Assim como as métricas de transação, as referentes aos negócios também são encontradas na base de dados da sua plataforma de marketplace. As principais são:

GMV (Gross Merchandise Volume) ou Volume Bruto de Mercadorias: valor de faturamento transacionado na sua plataforma.

Lucro: obtido pela multiplicação do GMV pelo seu take rate (ou percentual de comissão).

CAC (Customer Acquisition Cost) ou Custo de Aquisição de Clientes: valor gasto pelo seu marketing para conquistar um novo cliente. Basta dividir sua despesa total em marketing pela quantidade total de consumidores.

CLV ou LTV (Life time value): faturamento vindo de um cliente em um determinado período de tempo. É baseado na recorrência de compra dele. Uma dica é que o LTV sempre deve ser maior do que seu CAC. O ideal em um negócio equilibrado, é que ele seja cerca de 3 vezes maior.

4. Métricas de Satisfação

Ferramentas como o TrackSale e o Wootric podem te ajudar no cálculo da métrica de satisfação. A mais relevante delas é:

NPS (Net Promoter Score): indica o potencial do cliente recomendar o marketplace para um amigo. Usa uma escala de 0 a 10, sendo que o 0 significa que ele nunca indicaria. Já o 10 significa que ele sempre indicaria.

Conclusão

O marketplace é um tipo de negócio digital que veio para ficar. Isso fica evidente pelo sucesso de grandes casos como Uber, Airbnb e Mercado Livre, que atingiram resultados escaláveis. Neste guia completo, te explicamos tudo sobre esse modelo, desde seu funcionamento, até como planejá-lo e colocá-lo em prática.

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Carol Kuviatkoski

Publicado por:

Carol Kuviatkoski

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